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Faturamento do MEI: entenda como fazer o cálculo

Para quem empreende como MEI, entender como funciona o cálculo do faturamento é um passo essencial para manter o negócio saudável e dentro das regras.
Apesar de parecer algo complicado à primeira vista, a verdade é que calcular o faturamento pode ser muito mais simples do que parece, desde que você saiba por onde começar e o que deve considerar nesse processo.
O faturamento é a base para uma série de decisões importantes: desde a permanência até o planejamento para crescer.
Quando esse número é calculado corretamente, o empreendedor consegue ter uma visão mais clara da própria realidade financeira e tomar decisões com mais segurança.
Neste artigo, você vai entender exatamente o que entra (e o que não entra) no faturamento, qual é o limite permitido, como fazer o cálculo passo a passo e o que fazer se ultrapassar esse valor.
Tudo isso com uma linguagem descomplicada, direta ao ponto, mas sem deixar de lado os detalhes importantes.
Vamos lá?
O que é considerado faturamento no MEI?
O primeiro passo para entender como calcular o faturamento é saber exatamente o que ele significa.
Faturamento, de forma simples, é tudo o que a sua empresa recebeu com vendas de produtos ou prestação de serviços. Ou seja, é o total das suas receitas, antes de descontar qualquer despesa.
Imagine que você trabalha com venda de roupas e, ao longo do mês, vendeu R$ 7.000. Esse valor é o seu faturamento bruto.
Não importa se você teve que gastar com fornecedores, pagar entregas ou investir em anúncios. O que entra na conta do faturamento é o valor total que entrou no caixa.
É importante entender a diferença entre faturamento e lucro. O lucro é o que sobra depois que você desconta os gastos do seu negócio. Já o faturamento é o montante total arrecadado com suas atividades.
Muita gente confunde esses dois conceitos e acaba se surpreendendo quando percebe que, mesmo com pouco dinheiro no bolso, pode ter ultrapassado o limite.
Outro ponto relevante é que só entram no cálculo do faturamento as atividades que estão formalizadas no seu CNPJ.
Se você fizer um trabalho fora da sua atividade principal e não emitir nota, esse valor não deve ser considerado oficialmente.
Porém, é sempre recomendável manter tudo regularizado para evitar problemas futuros.
Então, sempre que for calcular o seu faturamento, pense assim: quanto dinheiro entrou com a venda dos meus produtos ou com os serviços que eu ofereço? Essa é a conta principal.
Qual é o limite de faturamento em 2025?
Agora que você já sabe o que é faturamento, vem uma pergunta importante: quanto o MEI pode faturar por ano?
Em 2025, o limite de faturamento para quem atua como Microempreendedor Individual é de R$ 81.000 por ano. Esse valor é o teto que você pode atingir sem precisar mudar de categoria empresarial.
Esse limite anual representa, na prática, uma média mensal de R$ 6.750. Mas atenção: isso não significa que você precisa faturar exatamente esse valor todos os meses.
Você pode faturar menos em um mês e mais em outro, desde que o total no fim do ano não ultrapasse os R$ 81 mil.
Um detalhe que muita gente esquece é o seguinte: se você abriu seu CNPJ no meio do ano, o limite do faturamento é proporcional.
Por exemplo, se começou o CNPJ em julho, o seu teto será calculado com base nos meses em que sua empresa esteve ativa. Nesse caso, o limite seria R$ 6.750 multiplicado pelos meses restantes do ano.
Por isso, é muito importante saber exatamente quando você abriu o CNPJ e fazer esse cálculo proporcional com cuidado.
Muita gente acaba passando do limite sem perceber, justamente por não considerar esse detalhe.
Outro ponto importante é que o limite vale para o ano-calendário. Ou seja, ele se refere ao período de janeiro a dezembro.
Mesmo que você tenha recebido valores referentes a trabalhos anteriores, o que conta é a data em que o dinheiro entrou no caixa do seu negócio.
Então, fique atento. Controlar o quanto você já faturou ao longo do ano é essencial para não ser pego de surpresa e acabar ultrapassando o limite permitido.
Passo a passo para calcular o faturamento

Fotos: Freepik
Agora que já falamos sobre o conceito e o limite, vamos ao que interessa: como calcular o faturamento na prática.
A boa notícia é que esse processo pode ser simples se você tiver uma boa organização financeira. E o primeiro passo é justamente manter um registro de todas as vendas e serviços realizados.
Você pode fazer esse controle em uma planilha, em um caderno ou até em aplicativos específicos para gestão financeira de pequenos negócios.
O importante é anotar cada valor que entrou no caixa. Sempre. Nada de confiar apenas na memória ou nos extratos bancários.
Vamos a um exemplo. Se você vende produtos, registre cada venda com data, valor e forma de pagamento.
Se presta serviços, anote também quem foi o cliente e o que foi realizado. Ao final de cada mês, some todos esses valores. Esse total é o seu faturamento mensal.
Depois, é só acompanhar mês a mês. Com isso, você consegue saber quanto já faturou no ano e quanto ainda pode faturar sem ultrapassar o limite.
Essa visão mensal é fundamental para quem quer crescer com planejamento e evitar surpresas com a Receita Federal.
Outro ponto importante é emitir notas fiscais sempre que possível. Isso ajuda a manter seu controle mais organizado e dá mais profissionalismo ao seu negócio.
Mesmo quando a emissão de nota não é obrigatória, ela pode ser uma ferramenta útil para o seu controle interno.
Por fim, lembre-se de separar as finanças pessoais das finanças do negócio. Isso ajuda a evitar confusão na hora de calcular o faturamento e entender os resultados reais da sua empresa.
Como declarar o faturamento do MEI?
Uma vez por ano, todo MEI precisa declarar o quanto faturou no ano anterior. Essa declaração se chama DASN-SIMEI e deve ser feita até o dia 31 de maio.
É um processo simples, mas que precisa ser feito com cuidado para evitar problemas com a Receita Federal.
Na declaração, você vai informar o valor total que sua empresa faturou no ano anterior. Essa informação deve ser baseada no seu controle financeiro mensal.
Por isso, ter os registros organizados ao longo do ano facilita muito essa etapa.
Você também precisa informar se teve funcionário registrado e se realizou vendas ou serviços para outras empresas.
Com esses dados, o sistema já consegue processar a sua declaração e verificar se está tudo dentro dos limites permitidos.
Se você ultrapassou o limite de faturamento, o sistema vai identificar e orientar sobre os próximos passos.
Em alguns casos, você pode ser obrigado a migrar para ME (Microempresa), e isso envolve mudanças na forma de tributação e nas obrigações fiscais.
Mesmo que você não tenha faturado nada no ano, a entrega da declaração ainda é obrigatória. O não envio pode gerar multa e até suspender o seu CNPJ.
Por isso, não deixe para a última hora e, se precisar, peça ajuda a um contador.
Declarar o faturamento é uma forma de manter sua empresa regularizada e mostrar à Receita que você está trabalhando de forma correta.
Com isso, você evita dores de cabeça e garante que seu negócio continue crescendo com tranquilidade.
O que não entra no faturamento?
Apesar do faturamento incluir tudo o que você recebe com a venda de produtos ou prestação de serviços, nem todo dinheiro que entra no caixa da empresa deve ser considerado.
É fundamental entender o que não entra no cálculo para evitar erros que podem te prejudicar.
Um exemplo clássico são os valores recebidos como empréstimos. Se você pegou um crédito no banco para investir no seu negócio, esse valor não é faturamento.
Ele não vem de uma venda ou serviço, então não entra nessa conta.
Outro ponto importante são os valores referentes à devolução de mercadorias ou cancelamento de serviços.
Se você vendeu algo e, por algum motivo, precisou devolver o dinheiro ao cliente, essa operação não deve ser somada ao faturamento final.
Receitas não-operacionais, como venda de bens da empresa (como um computador antigo ou móveis usados), também não entram no cálculo do faturamento.
Essas vendas são consideradas eventuais e não fazem parte da atividade principal da empresa.
Da mesma forma, transferências entre contas bancárias (pessoal e empresarial) também não devem ser somadas.
Isso pode parecer óbvio, mas é um erro comum entre empreendedores que ainda não têm uma separação clara entre as contas.
Entender esses detalhes faz toda a diferença na hora de calcular seu faturamento corretamente e evita que você seja desenquadrado por engano.
O que acontece se ultrapassar o limite de faturamento?

Foto: Freepik
Ultrapassar o limite de faturamento do MEI não é o fim do mundo, mas é um sinal claro de que seu negócio está crescendo e que chegou a hora de mudar de categoria.
Quando isso acontece, o primeiro passo é entender em quanto você passou do limite.
Se você faturou até 20% a mais do que o permitido (ou seja, até R$ 97.200 em 2025), ainda pode regularizar a situação e continuar como MEI naquele ano, mas será obrigado a se desenquadrar no ano seguinte.
Nesse caso, paga-se a diferença de impostos retroativamente, com algum ajuste.
Por outro lado, se você ultrapassou esse limite em mais de 20%, o desenquadramento é automático e retroativo ao início do ano.
Isso significa que você terá que pagar todos os impostos devidos como Microempresa (ME) desde janeiro. E isso pode representar um custo alto.
Além das questões tributárias, o desenquadramento exige uma mudança formal no seu registro, que passa a ser como ME.
Com isso, vêm também novas obrigações, como contratação de contador, entrega de outras declarações e pagamento de tributos mais altos.
Por isso, é tão importante monitorar de perto o seu faturamento. Quando você percebe que está se aproximando do limite, pode se preparar com antecedência e até planejar uma transição mais suave para outro regime tributário.
Dicas práticas para controlar melhor o faturamento
Manter o controle do faturamento não precisa ser algo complicado. Com algumas boas práticas no dia a dia, você consegue acompanhar de perto tudo o que entra no seu negócio e garantir que está dentro dos limites.
A primeira dica é separar suas finanças pessoais das finanças da empresa.
Tenha uma conta bancária específica para o CNPJ e evite misturar os gastos. Isso facilita o controle e ajuda a enxergar melhor os resultados do seu negócio.
Outra dica importante é registrar todas as entradas, mesmo aquelas feitas em dinheiro.
Se você recebe em espécie, crie o hábito de anotar tudo e, se possível, fazer depósitos regulares na conta empresarial para manter o histórico financeiro organizado.
Utilize ferramentas simples para registrar vendas e serviços. Uma planilha bem montada já pode ser suficiente, mas existem aplicativos gratuitos e pagos que ajudam muito no controle.
Defina um dia do mês para fazer a conferência do seu faturamento. Isso evita o acúmulo de informações e facilita a tomada de decisões ao longo do ano.
Se possível, faça isso com o apoio de um profissional ou utilize uma ferramenta que gere relatórios automáticos.
Por fim, mantenha-se sempre informado. As regras podem mudar de um ano para o outro, e acompanhar essas atualizações é essencial para não ser pego de surpresa.
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Se você chegou até aqui, é porque está realmente comprometido com a saúde do seu negócio.
Entender o seu faturamento, manter o controle financeiro em dia e seguir as regras já é um grande passo.
Mas a verdade é que, mesmo com todas essas informações, muitas vezes é difícil dar conta de tudo sozinho. E é exatamente nesse momento que contar com um contador faz toda a diferença.
Se você é de Campo Grande e está procurando um contador em Campo Grande que fale a sua língua e te ajude de verdade, saiba que não está sozinho.
Seja para manter seu MEI organizado ou até mesmo te orientar caso tenha ultrapassado o limite de faturamento, ter um contador pode evitar muita dor de cabeça e te ajudar a tomar decisões com mais segurança.
E se você está pensando em dar o próximo passo, migrar para microempresa e começar a expandir o seu negócio, esse é justamente o momento em que mais se precisa de um acompanhamento profissional.
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