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IR 2025: Como declarar renda de freela ou autônomo
O número de brasileiros que trabalham por conta própria ou fazem “freelas” só cresce.
Seja prestando serviços pela internet, fazendo bicos, vendendo artesanato ou atuando como profissional liberal, uma coisa é certa: essa renda também precisa ser declarada no Imposto de Renda.
Muita gente acha que, por não ter carteira assinada ou empresa aberta, está fora do radar da Receita Federal. Mas a verdade é que o Leão está cada vez mais atento.
Se você atuou de forma autônoma ou informal em 2024 e quer evitar dores de cabeça em 2025, este guia foi feito para você.
Aqui, vamos explicar como declarar esse tipo de renda passo a passo, de forma clara, sem “contabilês” e sem complicação.
Também vamos mostrar os principais erros que levam as pessoas à malha fina e como você pode ficar tranquilo sabendo que está tudo certo com seu imposto.
A boa notícia é que, mesmo trabalhando de forma independente, dá sim pra organizar a sua renda e prestar contas à Receita Federal com segurança. E o melhor: isso pode evitar multas, juros e até problemas maiores lá na frente.
Quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2025?
A declaração do Imposto de Renda não é obrigatória para todo mundo, mas a Receita Federal estabelece alguns critérios que precisam ser observados.
Um deles é a faixa de rendimentos. Para 2025, qualquer pessoa que tenha recebido mais de R$ 33.888 ao longo de 2024 em rendimentos tributáveis já está na mira da obrigatoriedade.
Isso inclui salários, aposentadorias e, claro, rendas de freelas ou trabalho por conta própria.
Se você trabalhou como autônomo ou informal e teve uma média de R$ 2.824 por mês ao longo do ano, já precisa declarar.
Pode parecer pouco, mas muita gente ultrapassa esse limite sem perceber, especialmente quem tem várias fontes de renda ou faz trabalhos esporádicos com frequência.
Outro ponto importante é a movimentação bancária. Se você recebeu valores diretamente no seu CPF, mesmo que não tenha emitido nota fiscal, essa movimentação pode ser cruzada com o que foi informado na sua declaração.
Além da questão da renda, também precisam declarar quem teve ganho de capital, comprou ou vendeu ações na Bolsa, recebeu valores do exterior, teve rendimentos isentos acima de R$ 200 mil ou possui bens acima de R$ 800 mil.
Ou seja, mesmo quem não tem vínculo empregatício ou registro formal pode, sim, estar entre os obrigados a declarar.
E se você se enquadra em algum desses casos, é importante não deixar para última hora, porque organizar essas informações leva tempo.
Como comprovar renda como freelancer ou autônomo?
Um dos maiores desafios de quem trabalha de forma independente é comprovar quanto ganhou ao longo do ano.
Diferente de quem tem carteira assinada e recebe um informe de rendimentos da empresa, o freela ou autônomo precisa construir o próprio histórico financeiro. Mas calma, isso é totalmente possível.
Se você atua como MEI (Microempreendedor Individual), pode emitir notas fiscais de cada serviço prestado. Essas notas funcionam como um comprovante oficial da sua renda.
Já quem trabalha sem CNPJ pode usar outros meios, como recibos simples, contratos de prestação de serviço e, principalmente, os extratos bancários. Toda entrada de dinheiro pode e deve ser registrada.
Outro recurso que ajuda bastante é manter uma planilha com seus ganhos mensais. Nela, você pode anotar a data do serviço, o valor recebido, quem contratou e a forma de pagamento.
Essa prática ajuda não só na declaração do IR, mas também no seu controle financeiro como um todo.
Para quem presta serviços via plataformas online, como marketplaces de freelancers, aplicativos de entrega ou redes sociais, também é importante guardar os relatórios e comprovantes de pagamento enviados por essas plataformas.
Mesmo que a Receita Federal não peça tudo isso na hora da entrega da declaração, esses registros são fundamentais caso você precise justificar algum valor ou responder a uma possível malha fina.
Em resumo: quanto mais organizado você estiver, melhor.
Onde e como declarar esses rendimentos no programa do IR?
Na hora de preencher a declaração no programa da Receita Federal, a dúvida mais comum é: onde exatamente informar a renda como freela, autônomo ou informal? Isso vai depender de como você recebeu esse dinheiro e se emitiu nota fiscal ou não.
Se você prestou serviço para pessoas físicas e não emitiu nota, deve informar esses valores na aba “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física”.
Lá, o próprio sistema vai pedir que você informe mês a mês quanto ganhou e se recolheu INSS sobre essa atividade.
Se você não pagou INSS de forma avulsa, não tem problema. Mas saiba que o sistema pode calcular um valor a pagar com base nesses rendimentos.
Caso você tenha trabalhado para empresas e recebido como pessoa física, e essas empresas tenham feito o pagamento via RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo), você também deve declarar esses valores como rendimentos tributáveis.
Se foi feito desconto de imposto na fonte, a empresa deve ter entregue a você um informe de rendimentos com essas informações.
Para quem atua como MEI, a situação muda um pouco. Se o seu faturamento veio exclusivamente das atividades do MEI, você vai declarar parte desse rendimento como isento, usando a aba “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, e o restante como tributável, conforme o tipo de serviço prestado.
Existe um percentual de isenção sobre o faturamento (que varia de 8% a 32%, dependendo da atividade), e isso precisa ser calculado com atenção.
Já os trabalhadores informais, que não têm CNPJ e não emitem nota, mas ainda assim receberam por serviços prestados, devem informar tudo como rendimento tributável de pessoa física.
O importante é entender que, independentemente da formalização, o valor precisa aparecer na sua declaração.
O sistema da Receita cruza dados com bancos, plataformas de pagamento e outras fontes. Então, mesmo que pareça “invisível”, sua renda está sendo monitorada.
É preciso pagar imposto ou só declarar?
Foto: cookie_studio/Freepik
Muita gente pensa que só porque está fazendo a declaração já está automaticamente pagando os impostos. Mas não é bem assim. Declarar é diferente de pagar.
A declaração é uma prestação de contas com a Receita. Ela mostra quanto você ganhou, quanto já foi recolhido e, a partir disso, se ainda falta pagar alguma coisa ou se você tem direito à restituição.
No caso dos freelancers e autônomos, pode sim haver imposto a pagar, principalmente se você teve uma renda mais alta durante o ano.
A Receita utiliza uma tabela progressiva para calcular o imposto devido. Isso significa que quanto maior sua renda, maior o percentual de imposto a ser aplicado.
Se você não pagou nada de imposto ao longo do ano (o que é comum para autônomos informais, por exemplo), pode ser que, ao final do cálculo, surja um valor de imposto a pagar.
O próprio programa da Receita gera o DARF (boleto) com esse valor. É possível parcelar, se necessário, mas o ideal é pagar o quanto antes para evitar juros.
Por outro lado, se você teve retenções ao longo do ano, como no caso de RPAs com desconto de IR, pode até ter imposto a restituir. Isso quer dizer que você pagou mais do que deveria e vai receber essa diferença de volta.
Diferença entre ser MEI, autônomo ou informal na hora da declaração
Trabalhar como MEI, autônomo registrado ou informal faz diferença na hora de declarar.
E entender essa diferença pode facilitar (e muito) o preenchimento correto da sua declaração de IR. Cada perfil tem regras e caminhos distintos dentro do programa da Receita.
O MEI, por exemplo, já paga mensalmente um valor fixo que inclui imposto e INSS. Por isso, parte do que ele recebe pode ser considerado isento.
A Receita permite que uma porcentagem do faturamento seja declarada como isenta, dependendo da atividade: 8% para comércio, 16% para transporte e 32% para serviços. O restante deve ser declarado como rendimento tributável.
Já o autônomo que não é MEI, mas trabalha de forma regular, precisa declarar tudo o que recebeu como rendimento tributável.
Ele pode, inclusive, contribuir com o INSS como contribuinte individual, o que ajuda na aposentadoria e reduz o imposto a pagar na declaração anual.
O trabalhador informal, por sua vez, é aquele que atua sem CNPJ, sem emissão de notas ou registro. Isso não o isenta de declarar.
Toda renda recebida, mesmo sem nota, deve ser informada. O risco aqui é que a falta de comprovação formal dificulta a justificativa em caso de malha fina.
O que muda entre esses perfis é a forma de declarar e os benefícios ou deduções que cada um pode aproveitar. O MEI, por exemplo, tem isenção parcial.
O autônomo que contribui com o INSS pode deduzir esses valores. Já o informal precisa redobrar a atenção na hora de comprovar os ganhos.
Mesmo que você mude de perfil ao longo do ano (por exemplo, começou como informal e depois abriu MEI), é possível declarar tudo corretamente, separando os períodos e rendimentos.
O importante é manter os registros organizados para facilitar esse processo.
Dicas para não cair na malha fina
Cair na malha fina é o pesadelo de todo contribuinte. E para quem trabalha como freela ou autônomo, o risco pode ser maior se não houver cuidado na hora de declarar.
Mas com algumas boas práticas, você consegue fazer tudo certo e dormir tranquilo.
A primeira dica é não omitir nenhum valor. Mesmo que você ache que a Receita não vai descobrir, lembre-se que bancos, empresas e plataformas digitais informam seus dados à Receita.
Se os valores declarados não baterem com os informados por terceiros, isso pode acender um alerta.
Outra dica importante é manter todos os comprovantes organizados. Isso inclui recibos, contratos, notas fiscais, prints de pagamentos e extratos bancários.
Eles não precisam ser enviados na hora da declaração, mas são essenciais caso você seja chamado a prestar esclarecimentos.
Evite arredondar valores ou inventar deduções. Um erro comum é tentar deduzir despesas que não são permitidas, como aluguel de coworking ou transporte diário.
Só podem ser deduzidos gastos específicos, como contribuição ao INSS, pensão alimentícia judicial ou despesas médicas.
Se você atua como MEI, declare corretamente o percentual de isenção e o restante como rendimento tributável. Muitos caem na malha por declarar tudo como isento, o que não é permitido.
E por fim, revise tudo antes de enviar. Um simples erro de digitação pode gerar inconsistência e te levar à malha fina.
Use o recurso de verificação do próprio programa e, se possível, peça a ajuda de um contador de confiança para revisar.
Soluções Contili Contabilidade Campo Grande para você
Se você chegou até aqui, provavelmente entendeu a importância de declarar corretamente a sua renda como freelancer, autônomo ou trabalhador informal.
Mas também deve ter percebido que, apesar de ser possível fazer tudo sozinho, o processo pode gerar dúvidas, especialmente quando envolve diferentes fontes de renda, valores variáveis ou mudanças de perfil ao longo do ano.
Se você é de Campo Grande e está procurando um contador de confiança para te ajudar com o Imposto de Renda 2025, contar com um contador em Campo Grande que entenda a sua realidade pode fazer toda a diferença.
Ter um contador em Campo Grande ao seu lado significa ter alguém que conhece de perto as particularidades da região, os perfis mais comuns de prestação de serviço e que pode oferecer um atendimento mais próximo e humanizado.
Seja você um profissional criativo, um prestador de serviços ou alguém que atua de forma informal, contar com um bom contador pode te dar a segurança que você precisa para declarar sua renda corretamente.
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